quinta-feira, agosto 07, 2003
Experimentações
O Anarca Constipado pergunta onde está o produto das minhas experimentações. Ele está aqui, pá. E também no link ao lado do mote deste blog. Clicando na figura preta do lado direito também vai lá dar...
quarta-feira, agosto 06, 2003
Mp3 e Besonic
Quando me resolvi a comprar os cabos que ligam o sintetizador ao computador (Edirol UM-1), vi que fazer mp3 não tem nada que saber: na net há montes de programas que permitem gravar som e exportar para vários formatos. Escolhi o programa Audacity, que faz tudo o que preciso, de uma forma simples e intuitiva. É gratuito (bendita "open-source"...).
Depois, vi que se podia criar grupos no mp3.com e decidi, por piada, inventar um (este). Fiz o upload de 3 ficheiros mp3 mas a coisa ficou por aí: de graça, não se consegue por lá mais. Pagando, pode-se deixar até 100 mp3, havendo 2 serviços: o platinum ($14.99/mês) e o gold ($4.99/mês). Ou seja, tudo muito comercial, limita-se o acesso a quem não quer ganhar dinheiro (e, sobretudo, dar dinheiro a ganhar). Note-se que esta limitação não é tecnológica, existe simplesmente por razões de mercado e de negócio. Depois, há toda uma panóplia de produtos de promoção, à base de leilões, onde a lógica é sempre a mesma: paga-se para aparecer nas rádios digitais, no topo das páginas, etc. Não serve para mim, é demasiado business.
Felizmente uma outra banda, os metricks, deram com a minha página do mp3.com e enviaram-me um simpático mail, informando-me de um outro serviço, o Besonic. Como é menos conhecido do que o Mp3.com, preferem facilitar o acesso de modo a ganhar conteúdos. Até agora, consegui lá deixar tudo o que queria, a ver vamos durante quanto tempo. Mas gosto da filosofia: é um sistema criado para cada banda interagir com o resto da comunidade (bandas, fãs, produtores, críticos, etc) de forma a promover-se, usando esquemas gratuitos.
Por exemplo, posso dar uma nota a uma música de outro grupo. Através das estatísticas de acesso, esse grupo sabe quem o fez e provavelmente terá curiosidade de ir conhecer o meu grupo. O mesmo acontece com críticas, mailing lists, etc, tudo gratuito. Naturalmente, há também serviços pagos, uma vez que eles têm de sobreviver, mas nada que limite quem apenas deseje partilhar a música que faz, como é o meu caso.
Depois, vi que se podia criar grupos no mp3.com e decidi, por piada, inventar um (este). Fiz o upload de 3 ficheiros mp3 mas a coisa ficou por aí: de graça, não se consegue por lá mais. Pagando, pode-se deixar até 100 mp3, havendo 2 serviços: o platinum ($14.99/mês) e o gold ($4.99/mês). Ou seja, tudo muito comercial, limita-se o acesso a quem não quer ganhar dinheiro (e, sobretudo, dar dinheiro a ganhar). Note-se que esta limitação não é tecnológica, existe simplesmente por razões de mercado e de negócio. Depois, há toda uma panóplia de produtos de promoção, à base de leilões, onde a lógica é sempre a mesma: paga-se para aparecer nas rádios digitais, no topo das páginas, etc. Não serve para mim, é demasiado business.
Felizmente uma outra banda, os metricks, deram com a minha página do mp3.com e enviaram-me um simpático mail, informando-me de um outro serviço, o Besonic. Como é menos conhecido do que o Mp3.com, preferem facilitar o acesso de modo a ganhar conteúdos. Até agora, consegui lá deixar tudo o que queria, a ver vamos durante quanto tempo. Mas gosto da filosofia: é um sistema criado para cada banda interagir com o resto da comunidade (bandas, fãs, produtores, críticos, etc) de forma a promover-se, usando esquemas gratuitos.
Por exemplo, posso dar uma nota a uma música de outro grupo. Através das estatísticas de acesso, esse grupo sabe quem o fez e provavelmente terá curiosidade de ir conhecer o meu grupo. O mesmo acontece com críticas, mailing lists, etc, tudo gratuito. Naturalmente, há também serviços pagos, uma vez que eles têm de sobreviver, mas nada que limite quem apenas deseje partilhar a música que faz, como é o meu caso.
terça-feira, agosto 05, 2003
segunda-feira, agosto 04, 2003
Os blogues
Os blogues são cacofonias “serendipitéticas”: uma multidão de vozes dissonantes onde se encontram, por vezes e por acaso, grandes tesouros.
sábado, agosto 02, 2003
Os downloads são de graça?
Sim, e vão continuar a ser. Actualmente estão 18 músicas no site: Bicycle Ride, Lothlorien, Drowsy Bird, Path of giants, Tear in the river, Slowest lane, Lyr, The Serendipitous Cacophony, Pianeggio, Feast, Stepping close, Sad Day, Inside the wishing well, Looking Back, Splendor in Procyon, Life in Procyon, Remembering Procyon e Far from Procyon. Eu aviso aqui quando colocar lá mais.
"Gear"
Até agora, tudo foi feito 100% no meu sintetizador, um Roland Fantom Fa-77. Não tenho mais nada, a não ser a ligação ao computador, as colunas e os auscultadores. Os mp3 são criados da forma mais elementar possível, uma vez que sou um perfeito newbie nestas andanças.
Porquê “The Serendipitous Cacophonies”?
Um artista não tem de explicar a sua arte. Mas como eu não sou artista e não chamo ao que faço “arte” (demasiado pomposo – são simples experiências, escolhas de combinações de sons), não tenho problemas em descodificar o nome.
[Clicar aqui para saber o que significa “serendipity” e cacofonia.]
Há uma música que explica a razão de ser o nome. Chamei-lhe “the serendipitous cacophony”. Ela foi “composta” em 3 minutos, sem olhar para o teclado, sem saber o que ia tocar, enquanto eu lia qualquer coisa no computador que tenho ao lado do sintetizador. O resultado ficou gravado e achei uma certa piada. Noutros 3 minutos, juntei uns pózinhos, o mínimo possível, e pronto. O resultado é um pouco cacofónico e foi obtido praticamente por acaso. Não quero mexer mais na música, tenho uma certa admiração pelo acaso com que as coisas nascem.
Tenho feito algo de semelhante com muitas outras músicas: escolho aleatoriamente os sons e os seus parâmetros (o sintetizador permite-me tocar vários sons simultaneamente em diferentes partes do teclado e eu quero que a surpresa para mim seja máxima). Sem saber que sons vão surgir se tocar no teclado, preparo-o para gravar e começo a tocar. Por vezes, não quero saber onde vou começar a tocar e fecho os olhos, para que o resultado seja inesperado para mim. Faço isto para aumentar a diversidade do resultado final, mas vou ter de também diversificar estas técnicas...
[Clicar aqui para saber o que significa “serendipity” e cacofonia.]
Há uma música que explica a razão de ser o nome. Chamei-lhe “the serendipitous cacophony”. Ela foi “composta” em 3 minutos, sem olhar para o teclado, sem saber o que ia tocar, enquanto eu lia qualquer coisa no computador que tenho ao lado do sintetizador. O resultado ficou gravado e achei uma certa piada. Noutros 3 minutos, juntei uns pózinhos, o mínimo possível, e pronto. O resultado é um pouco cacofónico e foi obtido praticamente por acaso. Não quero mexer mais na música, tenho uma certa admiração pelo acaso com que as coisas nascem.
Tenho feito algo de semelhante com muitas outras músicas: escolho aleatoriamente os sons e os seus parâmetros (o sintetizador permite-me tocar vários sons simultaneamente em diferentes partes do teclado e eu quero que a surpresa para mim seja máxima). Sem saber que sons vão surgir se tocar no teclado, preparo-o para gravar e começo a tocar. Por vezes, não quero saber onde vou começar a tocar e fecho os olhos, para que o resultado seja inesperado para mim. Faço isto para aumentar a diversidade do resultado final, mas vou ter de também diversificar estas técnicas...
quinta-feira, julho 31, 2003
quarta-feira, julho 30, 2003
O que vai ser este blogue - II
No post anterior eu disse diário? Não, isto não vai ser um diário, tenho mais que fazer. Serão umas crónicas da minha ignorância musical, irregularmente espaçadas no tempo.
O que vai ser este blogue
Ainda não sei, mas penso que será uma espécie de diário das descobertas que uma qualquer pessoa sem conhecimentos musicais pode fazer se se aventurar no moderno mundo da música. É mirabolante o que qualquer pessoa hoje em dia pode fazer com os instrumentos electrónicos e a Internet.
Por exemplo, com um sintetizador qualquer pessoa cria em minutos uma música com orquestra completa, ritmos, floreados, etc. Com a internet distribui-se a música em menos de um dia por pessoas no mundo inteiro. Tudo isto à borla. Indústria discográfica para quê?
Também espero informar aqui sobre os novos mp3 que deixe na net, alertar para grupos que ache interesantes e outras trivialidades. Logo se verá.
Por exemplo, com um sintetizador qualquer pessoa cria em minutos uma música com orquestra completa, ritmos, floreados, etc. Com a internet distribui-se a música em menos de um dia por pessoas no mundo inteiro. Tudo isto à borla. Indústria discográfica para quê?
Também espero informar aqui sobre os novos mp3 que deixe na net, alertar para grupos que ache interesantes e outras trivialidades. Logo se verá.
A internet
A internet permite-me partilhar os sons que faço (ainda não lhes consigo chamar "canções" ou "música"). Não que eu tenha ilusões: o que eu faço não interessa a quase ninguém. Porém, isso não significa que não se possa deixar os outros ouvirem, se eles quiserem. Por isso, deixo tudo de graça em sites na internet para quem estiver interessado/curioso. Basta clicar na imagem do lado direito.
Vamos a isto
Então aqui vai: comprei há uns meses atrás um sintetizador. O meu primeiro e único. Nunca toquei ao vivo nem me interessa vir a tocar. Apenas o comprei porque sempre me agradou experimentar sons, para uso exclusivamente pessoal. Não quero ganhar dinheiro com a música, quero apenas ouvir e criar.
Não tenho especial talento para tocar música. Nunca tive aulas de piano nem sei solfejo. Aprendi a tocar umas coisecas por mim, num piano que havia em casa dos meus pais. Tive umas poucas aulas de viola, mas não tinha a autodisciplina necessária para praticar os exercícios e cedo desisti. Não tinha pachorra e/ou capacidade de memória para treinar uma música dezenas de vezes até deixar de me enganar. Mas admiro quem o consegue fazer.
O sintetizador parecia ser a ferramenta ideal: com ele pode-se apagar, acrescentar, editar todos os aspectos da música até ela ficar como queremos. É tolerante a falhas. E é um manancial de sons. Um achado para alguém como eu. No entanto, devo ser mesmo um caso perdido, porque ainda assim não tenho paciência para corrigir a maior parte dos enganos, falhas de ritmo, etc. Diga-se de passagem que também ainda não li os manuais o suficiente para o poder fazer. Lá chegaremos, talvez... Por fim, acho uma certa piada aos erros, ou talvez seja uma desculpa de mau pagador.
Não tenho especial talento para tocar música. Nunca tive aulas de piano nem sei solfejo. Aprendi a tocar umas coisecas por mim, num piano que havia em casa dos meus pais. Tive umas poucas aulas de viola, mas não tinha a autodisciplina necessária para praticar os exercícios e cedo desisti. Não tinha pachorra e/ou capacidade de memória para treinar uma música dezenas de vezes até deixar de me enganar. Mas admiro quem o consegue fazer.
O sintetizador parecia ser a ferramenta ideal: com ele pode-se apagar, acrescentar, editar todos os aspectos da música até ela ficar como queremos. É tolerante a falhas. E é um manancial de sons. Um achado para alguém como eu. No entanto, devo ser mesmo um caso perdido, porque ainda assim não tenho paciência para corrigir a maior parte dos enganos, falhas de ritmo, etc. Diga-se de passagem que também ainda não li os manuais o suficiente para o poder fazer. Lá chegaremos, talvez... Por fim, acho uma certa piada aos erros, ou talvez seja uma desculpa de mau pagador.
terça-feira, julho 29, 2003
Porque sim.
Porquê este blog? Porque me apeteceu. Mas também porque achei que poderia servir para alguma coisa, ainda não sei bem o quê. Talvez divulgar as minhas estranhas andanças pelo mundo da música. Eu, que não sou músico nem penso vir a ser... E no entanto, graças às novas tecnologias, criei uma banda ou qualquer coisa do género... Enfim, é esquisito. Aos poucos explicarei o que se passa. Essa é talvez a principal função deste blogue.
segunda-feira, julho 28, 2003
No princípio faltava o verbo
Não sei o que me deu na cabeça para começar este blogue. E não sei porque é que estou a escrever isto, não me lembro de nada para dizer.
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