quinta-feira, agosto 12, 2004

New version

"The C.L.O.U.D. Movement (skeleton)". É giro desconstruir. Pegar fogo à fénix para vê-la renascer (mas não sou nenhum pirómano - só queimo música!). Como será o esqueleto de uma nuvem? Suave e delicado, imagino. Visto com raios X vêem-se melhor as imperfeições, mas eu não me importo.

quarta-feira, agosto 11, 2004

New Song

"The what's its name song". Esta começou esta noite, não sei bem como. Depois, fui juntando uns pózinhos. Depois ainda, ficou online. Como sempre, se repetisse, não saberia fazer igual. De resto, nem saberia voltar a tocá-la (ai ai, não devia dizer isto). O que vale é que há o botão "Play".

Criar

É tão bom criar só por criar... mesmo que sejamos os únicos a ouvir... mesmo que não gostemos do que ficou, mesmo que não saibamos o que fizemos, mesmo que o que fizemos não esteja acabado... É tão bom termos total liberdade para fazer o que nos apetece, sem pensar muito no resultado final... sem compromissos, obrigações, espectativas... que saia o que calhar, acabe-se quando se quiser, continue quem quiser!

sexta-feira, julho 30, 2004

New Songs

Comedidas, desmedidas, esquisitas, desafinadas e o diabo a 4. Este blog fez um ano, mas ainda não sabe andar (nem nadar).

"The C.L.O.U.D. Movement"

"Around, About"

"Towards Confusion"

"Subliminal Tango".

quinta-feira, julho 29, 2004

sexta-feira, julho 16, 2004

M'espanto às vezes...

...outras m'avergonho.  Relendo o post anterior, vejo que estou mesmo a precisar de férias... :-)

segunda-feira, julho 12, 2004

Não,

este blog não morreu. Anda belo adormecido, com a persiana de scroll perra, não vai nem para cima nem para baixo. Bem, para baixo vai. O futuro, que escorrega pelas paredes do écran enquanto traz os posts, anda com falta de tempo e deixou de fazer a manutenção. Vou ter de lhe puxar as orelhas. Afinal de contas, o blog ainda está na garantia (mas por pouco tempo, está quase a fazer um ano...). Mas ele não perde pela demora, vai ver (e ouvir).

domingo, junho 13, 2004

Archives

Não sei como, tinha perdido os arquivos deste humilde blog. Já estão de volta, na coluna da direita.

quarta-feira, maio 12, 2004

Dali, comemorando 100 anos e um dia

"Surrealism is myself."

"I believe that the moment is near when, by a procedure of active paranoic thought, it will be possible to systematize confusion and contribute to the total discrediting of the world of reality."

"It is good taste, and good taste alone, that possesses the power to sterilize and is always the first handicap to any creative functioning."

"Those who do not want to imitate anything, produce nothing."

sábado, maio 01, 2004

New Song

Pssst! Lá vem "The New Boss", esse camelo.

Evolução

As músicas que aqui deixo nunca estarão acabadas. Não é só pela falta de tempo: é também porque gostaria de as ver evoluir. Pode ser uma má ideia, mas paciência, é o que sai...

Tanto eu como qualquer outra pessoa as pode fazer evoluir, elas são livres. Quando e se puder, tentarei melhorar aqui e acolá o que me apetecer, mas é natural que prefira ir explorando outros cantos. Até porque quanto mais ouço uma música, mais difícil é alterá-la: parece que me vou habituando a que ela seja assim, mesmo que esteja cheia de erros (mmmm.... o que são erros?). É estranho, porque ao princípio é ao contrário: há tantas possibilidades que não sei por onde ir, sou esmagado pela variedade de caminhos ("Exercising the Alphabet" é um ténue exemplo disso).

Muitas músicas precisam que se lhes desbaste a trunfa, outras estão carecas. Umas precisam de um capachinho, outras de um mohicano ou de restaurador Olex. Nestes tempos tenho descoberto que fazer músicas é como pintar um desenho, cozinhar, cortar o cabelo ou compôr um ramo de flores. São uma série de transformações, onde o que se faz condiciona o que se vai fazer a seguir (bem, de vez em quando umas extinções de dinossauros também são úteis...). Como tudo na vida, não é? Pois...

Bem, o que eu queria mesmo dizer é: tudo isto irá evoluindo lentamente no tempo. Há músicas que revisitarei, se puder. E quem quiser pegar nas músicas e esfrangalhá-las, atirar as notas à parede e construir um belo ramalhete com os cacos (o que digo não precisa de fazer nexo, é uma das liberdades de um blog), esteja à vontade, envie-me um mail.

Evolução... para que o CD esteja sempre em festa, a 500 revoluções por minuto.

quarta-feira, abril 21, 2004

sexta-feira, abril 09, 2004

New Song

"Mad Bullfight". Imagine-se o touro de patins e com um jetpack no dorso, o toureiro em bungee jumping, etc.

domingo, março 28, 2004

New Song(s)


"Exercising the Alphabet", "A" e "e". Quem quiser venha brincar com as letras!

domingo, março 14, 2004

New Song

Ontem, encontrei por acaso um improviso que tinha feito há uns dias atrás e de que me tinha esquecido por completo. Tinha começado a tocar uns acordes, com o sintetizador a gravar, como faço tantas vezes. À medida que toco, vou-me admirando com os sons e tento repetir as partes de que gosto, mas como já não me lembro como as fiz e estou sempre a enganar-me, sai qualquer coisa diferente e a música evolui para outros ambientes. Tenho respeito pelo acaso e deixo-a como está. "Serendipitous Cacophony No. 3".

domingo, março 07, 2004

Agradecimentos

Há tantos a fazer... à Sombra, à Respública, à Formiga, aO Livro Morreu (outro "Soundclicker"), pelas referências mais recentes (estou-me a esquecer de alguém?)... Já para não falar em todos os que comentam e, claro, nos leitores e ouvintes (tenho "ouvintes", "público", isto soa tão esquisito...). A todos, muito obrigado. Eu não sabia que era capaz de organizar sons de forma a agradar a outras pessoas. Vou continuar a fazê-lo (a organizar sons e a partilhá-los, não necessariamente a fazer coisas agradáveis de ouvir), embora com interrupções. O trabalho avoluma-se, o sintetizador deverá apanhar algum pó...

quinta-feira, março 04, 2004

Felt

Este é daqueles grupos desconhecidos, desaparecidos, perdidos no tempo, mas que marcam. Soube pelo Y que a sua obra (ou parte) ia ser reeditada. Corri para as discotecas mas, embora os títulos dos albuns apareçam na base de dados, não os têm em stock. Mas eu não desisto tão facilmente.

Numa Fnac encontrei um álbum de um outro grupo Felt, de 1971, que não tem nada a ver com os Felt de Lawrence, não se deixem levar.

Recordo com saudade o álbum "Let The Snakes Crinkle Their Heads To Death", que à primeira vista pareceu uma "banhada", pois as músicas tinham todas 1 ou dois minutos e o álbum era assim muito mais curto do que eu pensava (apenas vi que tinha 10 músicas, como a maioria dos LPs. Se tivesse tido mais cuidado, teria reparado na duração das músicas, que estava bem visível). Mas não, para mim acabou por ser dos melhores álbuns deles. Em menos de 20 minutos, a quantidades de ideias interessantes que ali apareciam era prodigiosa, dariam facilmente para dois ou 3 álbuns "normais". Eles é que não os quiseram fazer. Nunca mais o ouvi, não tenho leitor de LPs...

segunda-feira, março 01, 2004

If...

Esta música dos Divine Comedy é verdadeiramente fabulosa. Nunca consigo ouvi-la apenas uma vez, tenho sempre de repetir. Causa-me arrepios na espinha. Ah, se eu fosse capaz de fazer músicas que arrepiassem a espinha...

If you were the road
I'd go all the way
If you were the night
I'd sleep in the day
If you were the day
I'd cry in the night
'Cause you are the way
The truth and the light
If you were a tree
I could put my arms around you
And you could not complain
If you were a tree
I could carve my name into your side
And you would not cry,
'Cos trees don't cry

If you were a man
I would still love you
If you were a drink
I'd drink my fill of you
If you were attacked
I would kill for you
If your name was Jack
I'd change mine to Jill for you
If you were a horse
I'd clean the crap out of your stable
And never once complain
If you were a horse
I could ride you through the fields at dawn
Through the day until the day was gone
I could sing about you in my songs
As we rode away into the setting sun

If you were my little girl
I would find it hard to let you go
If you were my sister
I would find it doubly so
If you were a dog
I'd feed you scraps from off the table
Though my wife complains
If you were my dog
I am sure you'd like it better
Then you'd be my loyal four legged friend
You'd never have to think again
And we could be together till the end


Divine Comedy, "If...", Album "A short album about love", 1997

sábado, fevereiro 28, 2004

New Song

Outra que foi feita agora mesmo... é "Huge Continuum". É calma, suave. Não sei bem o que faz lembrar. Houve partes que faziam lembrar Sigur Rós ou Air (de novo), mas depois acabou por ficar diferente. Enfim, este sintetizador é um brinquedo diabólico e eu devia estar a dormir...

[Adenda, 29/2/2004, 22h: fiz umas muito ligeiras alterações a esta música (regulei o volume de som de alguns instrumentos). A nova versão ficou no site, substituindo a anterior. Penso que não vale a pena fazer novo download.]

segunda-feira, fevereiro 09, 2004

New Song

Esta ainda está quentinha, foi feita esta noite. Normalmente deveria deixar assentar a poeira antes de a por online, mas isso era se eu tivesse alguma intenção de fazer carreira na música, ser coerente, perfeccionista, etc. Não tenho. Embora haja alguns erros a corrigir, o que me interessa é que tenho a liberdade total de criar o que me quiser, deixar online, poucos minutos depois, no estado em que estiver e de dizer o que me apetece. Isso é precioso.

Sobre a música propriamente dita, "A purpose for mankind", parece-me que tem um certo travo a Air e aos Stranglers de "La Folie". Se assim for, terá sido completamente por acaso (eu sei lá controlar o que faço). Será que amanhã ainda vou gostar do que fiz?

sábado, fevereiro 07, 2004

sexta-feira, janeiro 09, 2004

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Paciência... (mas quem é que está impaciente?)

Este blogue está um bocado perro, mas os posts lá vão descendo, a "turtle speed". Tenho tido pouco tempo para brincar no sintetizador e, quando o faço, prefiro começar a inventar algo do início em vez de acabar o que tenho... Dá-me mais gozo: corrigir enganos não é propriamente interessante, tem menos surpresa do que começar outra vez. Tenho umas dezenas de músicas num estado a tender para o apresentável (mas já sabem que isso significa que estarão num estado sempre muito bruto, têm de fazer um esforço para imaginar como seria se tivesse havido mais umas iterações, se eu me tivese esforçado um bocado mais - ai, ai, a preguiça e sobretudo a falta de tempo...). Bem, um bom 2004!

segunda-feira, dezembro 01, 2003

quinta-feira, novembro 27, 2003

Free, editable music

Nunca é demais lembrar: todos as músicas que deixo no BeSonic* e Soundclick* podem ser igualmente obtidas de graça como ficheiros editáveis, em formato MIDI (standard) ou SVQ (específico do sintetizador que uso). Tenho todo o prazer em enviá-los a quem mos pedir por mail.

Cada música é gravada de uma só vez usando apenas o sintetizador (não há outros instrumentos), pelo que há um ficheiro MIDI ou SVQ por cada música. Quem tiver um Roland Fantom ou compatível pode ler os ficheiros SVQ (que para além da informação MIDI das notas tocadas tem a descrição dos instrumentos, efeitos, etc) e assim consegue tocá-los no sintetizador tal como aparecem no mp3, bastando carregar no 'play'. Como é claro, pode alterar tudo o que quiser nas músicas.

Não pretendo usar as músicas com fins comerciais. Crio por prazer, como hobby, "sozinho, em casa". Apenas acho que em vez de ter as músicas guardadas em casa posso partilhá-las. Quem quiser que altere as músicas de forma criativa e, desde que respeite a EFF Open Audio License, pode até usa-las com fins comerciais. Já agora, uso esta licença apenas para garantir que as músicas possam continuar livres.
[* - Notar que há músicas diferentes num site e noutro.]

quarta-feira, novembro 12, 2003

quinta-feira, outubro 23, 2003

Elliott Smith, 1969-2003


Soube pelo Alta Fidelidade que Elliott Smith morreu anteontem. Suicidou-se aos 34 anos.
Não sei o que diga, só me lembro de lugares-comuns (ele era genial, tenho todos os discos dele, vou ouvi-los ainda mais, a obra dele não morre, não aceito que acabe aqui...).

domingo, outubro 19, 2003

New Songs

Há coisas estranhas que não se deviam publicar: "Serendipitous Cacophony No. 2" é uma delas. É um improviso com parâmetros de sons tirados ao calhas. Demorou tanto tempo a fazer quanto demora a ouvir. Mas cuidado, possivelmente é melhor não ouvir... São as vantagens e desvantagens da publicação electrónica e da free music.

"The Metronome" é mais normal. Foi uma das primeiras, agora "revamped". Ambas estão no Soundclick.

Agradecimentos...

...à Formiga de Langton e ao Mar Salgado, pelas generosas referências.

sexta-feira, outubro 03, 2003

Eu sei...

...este blogue tem andado muito parado. É mesmo assim, ele é um bocado paralítico. Ando com muito trabalho e os hobbies ressentem-se. Mas do not worry, aos poucos este post descerá e outros se encavalitarão. Este é um blogue resistente ao tempo, dura que se farta e não engelha. Novidades cairão do céu na forma de posts que tudo empurram para baixo.

sexta-feira, setembro 12, 2003

New Songs

Duas novas músicas, 3rd in the system e 6 year old nostalgy.

Já sabem: elas estão num estado preliminar e são livres para quem as quiser alterar, modificar, melhorar, explorar como quiser, inclusive comercialmente (caso alguém ache que vale a pena, o que duvido, mas nunca se sabe - confio na criatividade e na competência das outras pessoas para criarem sons bonitos a partir do que deixo aqui). Claro que o mais natural é que seja ignorado, mas paciência. Elas aí estão, "just in case".

A única coisa que quero garantir é que as músicas possam ser distribuídas livremente. Quem quiser que as ouça e crie algo interessante e novo a partir delas.

quarta-feira, agosto 27, 2003

The Great Giveaway

Este símbolo e este artigo explicam a filosofia do copyleft (que será familiar de muitos utilizadores de linux). Considero que o mesmo se pode aplicar à música, do relativamente pouco que li.

O que pretendo fazer com as músicas que faço ajusta-se aos termos da Open Audio License, da qual saliento esta parte:

EFF's Open Audio License provides a legal tool that borrows from both movements providing freedom and openness to use music and other expressive works in new ways. It allows artists to grant the public permission to copy, distribute, adapt, and publicly perform their works royalty-free as long as credit is given to the creator as the Original Author.

As in the software communities, this license is intended to help foster a community of creators and performers who are free to share and build on each others' work. This also frees their audience to share works that they enjoy with others, all for the purpose of creating a rich and vibrant public commons.


Portanto... usem e criem, se quiserem! De resto, tudo o que fiz está incompleto, em estado bruto. Quantos mais "macacos" houver a experimentar, melhor (não que eu tenha espectativas de serem muitos). Posso fornecer outros ficheiros a quem quiser, mas não garanto disponibilidade de tempo para "support"...

Pouco tempo

Tenho pouco tempo para experimentar combinações. Há o trabalho (que recomeçou e não tem nada a ver com a música), a família, por isso este hobbie que mantive em tempo de férias vai abrandar muito o seu ritmo. O estaminé para distribuir música está montado, era um objectivo para estas férias. Também era preciso explicar umas coisas (ainda faltam algumas) para que as pessoas percebessem que esta banda inventada é uma simples experiência, totalmente amadora e ignorante das lides musicais (irá continuar assim) e sem pretensões de fazer da música um modo de vida ou de subsistência. Vou continuar a deixar músicas no(s) sites, se as achar minimamente interessantes e/ou diferentes e continuarei a usar este blogue.

Há uma única pretensão (e não é pequena): a de eventualmente ajudar alguém a criar novas músicas. Por isso, o que faço está disponível para quem quiser aproveitar e fazer algo de novo.

Criar

Criar não é simplesmente experimentar combinações (de sons, imagens, palavras, ideias, actos, objectos...) e escolher uma que nos agrade?

terça-feira, agosto 26, 2003

Links

Acrescentei links directos para as músicas que estão no Besonic (ver posts mais abaixo). Se se clicar nos nomes das músicas, faz-se directamente o download do mp3. Caso se queira apenas ouvir excertos, é melhor usar o site do Besonic ou do Soundclick.

O Soundclick funciona de modo diferente do Besonic e não sei fazer o link directo para as músicas sem que seja necessário cada pessoa registar-se. Por isso, nas músicas do Soundclick o link aponta apenas para a página onde todas elas se encontram.

Chuto

Algum dia tinha de acontecer. O Besonic achou que já tinha muitas músicas de graça e apenas aceitou temporariamente (14 dias...) a última que lá deixei, que até é bastante easy listening. Chama-se "Poulain libéré".

Já contava com isto e entendo-os até certo ponto. Eles também precisam de fazer negócio para sobreviver e com as minhas músicas todas à borla nada feito. OK, no problem, criei uma conta noutro site semelhante, o Soundclick e a partir de agora vou deixar lá as músicas. Além de "Poulain libéré" deixei uma outra, "Times of Apprehension (ethereal version)".

"Times of Apprehension (ethereal version)" é uma versão lenta de uma combinação de sons que apareceu pela primeira vez pouco antes do início da guerra do Iraque. O título dá conta do facto. Parece-me que algures por estas bandas há outras combinações igualmente interessantes, lentas ou rápidas, que vale a pena explorar. Soa tudo um pouco a certas bandas sonoras de filmes que sempre achei estimulantes, mas tudo aconteceu por acaso, como sempre. Gostaria de ouvir o que alguém com conhecimentos e jeito para a música seria capaz de fazer com estes sons...

sexta-feira, agosto 15, 2003

Update

Já me esquecia... no site estão mais 2 testes: "New Age Romantism" e "Vienna Chorus Skyjumping". O som está bastante pior do que o que sai do sintetizador, não sei porquê. Em parte é porque o Besonic só deixa ter MP3 com 128 kbps, mas isso não explica tudo.

Férias

Este site vai dormir uma semana. Acordará com os olhos bem abertos.

Por acaso, uma baguette...

...dedicou-me este post, onde diz que tenho um projecto de fazer música ao calhas.

Not really... Uso o acaso para criar esqueletos de músicas, sobretudo para me colocar rapidamente num ponto de partida difí­cil de alcançar com a razão. O enchimento do esqueleto até a música ganhar corpo é comigo e reflecte os meus erros e ignorância.

A baguette fala também dos macacos que não conseguem escrever Hamlet nem que tenham todo o tempo do mundo. Mas o meu objectivo não é escrever Hamlet ou a 5a sinfonia, é precisamente não escrever nada que já tenha sido escrito antes. Para reinventar a roda já temos os grupos criados em série e por casting pela indústria discográfica.

Mas esta questão dos macacos é interessante, pois remete para a eterna questão: o Homem é fruto do acaso? Se é, então os macacos devem conseguir escrever o Hamlet, pois criar o Homem a partir de simples moléculas é muito mais complicado. Se não é, então é fruto de quê? De uma inteligência extraterrestre, como alguns pensam? E quem a criou? Deus ou o acaso? Deus joga aos dados?

Infelizmente não tenho todo o tempo do mundo, por isso fiz pouco mais do que escrever a letra S, como os macacos. Mas tenho umas ideias que talvez ajudem a acelerar o processo de busca e espero apresentá-las aqui assim que puder.

segunda-feira, agosto 11, 2003

Talvez um dia...

...eu saiba direccionar a música para onde quero. Tenho objectivos de muito longo prazo, de chegar "where no man has gone before". Há sons que tenho na cabeça e que procuro. Mas há tempo.

E há aquela ideia de tentar exprimir uma ideia, um sentimento, na forma de música. Talvez, um dia. Para já ainda não. A máquina, o erro, a ignorância e o puro acaso comandam-me, e estou a divertir-me com isso.

Se a composição musical é a procura e escolha de uma combinação de notas + parâmetros de instrumentos, porque não fazer essa procura ao acaso? E se aparecerem erros e eles gerarem surpresa, "desconcerto", porque não aceitá-los? Eles não deveriam ser tabu, mas até parece, com a música "perfeita" que se ouve todos os dias...

quinta-feira, agosto 07, 2003

Experimentações

O Anarca Constipado pergunta onde está o produto das minhas experimentações. Ele está aqui, pá. E também no link ao lado do mote deste blog. Clicando na figura preta do lado direito também vai lá dar...

quarta-feira, agosto 06, 2003

Mp3 e Besonic

Quando me resolvi a comprar os cabos que ligam o sintetizador ao computador (Edirol UM-1), vi que fazer mp3 não tem nada que saber: na net há montes de programas que permitem gravar som e exportar para vários formatos. Escolhi o programa Audacity, que faz tudo o que preciso, de uma forma simples e intuitiva. É gratuito (bendita "open-source"...).

Depois, vi que se podia criar grupos no mp3.com e decidi, por piada, inventar um (este). Fiz o upload de 3 ficheiros mp3 mas a coisa ficou por aí­: de graça, não se consegue por lá mais. Pagando, pode-se deixar até 100 mp3, havendo 2 serviços: o platinum ($14.99/mês) e o gold ($4.99/mês). Ou seja, tudo muito comercial, limita-se o acesso a quem não quer ganhar dinheiro (e, sobretudo, dar dinheiro a ganhar). Note-se que esta limitação não é tecnológica, existe simplesmente por razões de mercado e de negócio. Depois, há toda uma panóplia de produtos de promoção, à  base de leilões, onde a lógica é sempre a mesma: paga-se para aparecer nas rádios digitais, no topo das páginas, etc. Não serve para mim, é demasiado business.

Felizmente uma outra banda, os metricks, deram com a minha página do mp3.com e enviaram-me um simpático mail, informando-me de um outro serviço, o Besonic. Como é menos conhecido do que o Mp3.com, preferem facilitar o acesso de modo a ganhar conteúdos. Até agora, consegui lá deixar tudo o que queria, a ver vamos durante quanto tempo. Mas gosto da filosofia: é um sistema criado para cada banda interagir com o resto da comunidade (bandas, fãs, produtores, crí­ticos, etc) de forma a promover-se, usando esquemas gratuitos.

Por exemplo, posso dar uma nota a uma música de outro grupo. Através das estatí­sticas de acesso, esse grupo sabe quem o fez e provavelmente terá curiosidade de ir conhecer o meu grupo. O mesmo acontece com crí­ticas, mailing lists, etc, tudo gratuito. Naturalmente, há também serviços pagos, uma vez que eles têm de sobreviver, mas nada que limite quem apenas deseje partilhar a música que faz, como é o meu caso.

segunda-feira, agosto 04, 2003

Os blogues

Os blogues são cacofonias “serendipitéticas”: uma multidão de vozes dissonantes onde se encontram, por vezes e por acaso, grandes tesouros.

sábado, agosto 02, 2003

Os downloads são de graça?

Sim, e vão continuar a ser. Actualmente estão 18 músicas no site: Bicycle Ride, Lothlorien, Drowsy Bird, Path of giants, Tear in the river, Slowest lane, Lyr, The Serendipitous Cacophony, Pianeggio, Feast, Stepping close, Sad Day, Inside the wishing well, Looking Back, Splendor in Procyon, Life in Procyon, Remembering Procyon e Far from Procyon. Eu aviso aqui quando colocar lá mais.

Porque é que as músicas são todas instrumentais?

Para não acordar a família, que dorme ao lado...

"Gear"

Até agora, tudo foi feito 100% no meu sintetizador, um Roland Fantom Fa-77. Não tenho mais nada, a não ser a ligação ao computador, as colunas e os auscultadores. Os mp3 são criados da forma mais elementar possível, uma vez que sou um perfeito newbie nestas andanças.

Porquê “The Serendipitous Cacophonies”?

Um artista não tem de explicar a sua arte. Mas como eu não sou artista e não chamo ao que faço “arte” (demasiado pomposo – são simples experiências, escolhas de combinações de sons), não tenho problemas em descodificar o nome.

[Clicar aqui para saber o que significa “serendipity” e cacofonia.]

Há uma música que explica a razão de ser o nome. Chamei-lhe “the serendipitous cacophony”. Ela foi “composta” em 3 minutos, sem olhar para o teclado, sem saber o que ia tocar, enquanto eu lia qualquer coisa no computador que tenho ao lado do sintetizador. O resultado ficou gravado e achei uma certa piada. Noutros 3 minutos, juntei uns pózinhos, o mínimo possível, e pronto. O resultado é um pouco cacofónico e foi obtido praticamente por acaso. Não quero mexer mais na música, tenho uma certa admiração pelo acaso com que as coisas nascem.

Tenho feito algo de semelhante com muitas outras músicas: escolho aleatoriamente os sons e os seus parâmetros (o sintetizador permite-me tocar vários sons simultaneamente em diferentes partes do teclado e eu quero que a surpresa para mim seja máxima). Sem saber que sons vão surgir se tocar no teclado, preparo-o para gravar e começo a tocar. Por vezes, não quero saber onde vou começar a tocar e fecho os olhos, para que o resultado seja inesperado para mim. Faço isto para aumentar a diversidade do resultado final, mas vou ter de também diversificar estas técnicas...

quinta-feira, julho 31, 2003

Músicas

OK, por razões práticas e para facilitar a comunicação vou passar a designar os "sons" por "músicas".

quarta-feira, julho 30, 2003

O que vai ser este blogue - II

No post anterior eu disse diário? Não, isto não vai ser um diário, tenho mais que fazer. Serão umas crónicas da minha ignorância musical, irregularmente espaçadas no tempo.

O que vai ser este blogue

Ainda não sei, mas penso que será uma espécie de diário das descobertas que uma qualquer pessoa sem conhecimentos musicais pode fazer se se aventurar no moderno mundo da música. É mirabolante o que qualquer pessoa hoje em dia pode fazer com os instrumentos electrónicos e a Internet.

Por exemplo, com um sintetizador qualquer pessoa cria em minutos uma música com orquestra completa, ritmos, floreados, etc. Com a internet distribui-se a música em menos de um dia por pessoas no mundo inteiro. Tudo isto à borla. Indústria discográfica para quê?

Também espero informar aqui sobre os novos mp3 que deixe na net, alertar para grupos que ache interesantes e outras trivialidades. Logo se verá.

A internet

A internet permite-me partilhar os sons que faço (ainda não lhes consigo chamar "canções" ou "música"). Não que eu tenha ilusões: o que eu faço não interessa a quase ninguém. Porém, isso não significa que não se possa deixar os outros ouvirem, se eles quiserem. Por isso, deixo tudo de graça em sites na internet para quem estiver interessado/curioso. Basta clicar na imagem do lado direito.

Vamos a isto

Então aqui vai: comprei há uns meses atrás um sintetizador. O meu primeiro e único. Nunca toquei ao vivo nem me interessa vir a tocar. Apenas o comprei porque sempre me agradou experimentar sons, para uso exclusivamente pessoal. Não quero ganhar dinheiro com a música, quero apenas ouvir e criar.

Não tenho especial talento para tocar música. Nunca tive aulas de piano nem sei solfejo. Aprendi a tocar umas coisecas por mim, num piano que havia em casa dos meus pais. Tive umas poucas aulas de viola, mas não tinha a autodisciplina necessária para praticar os exercícios e cedo desisti. Não tinha pachorra e/ou capacidade de memória para treinar uma música dezenas de vezes até deixar de me enganar. Mas admiro quem o consegue fazer.

O sintetizador parecia ser a ferramenta ideal: com ele pode-se apagar, acrescentar, editar todos os aspectos da música até ela ficar como queremos. É tolerante a falhas. E é um manancial de sons. Um achado para alguém como eu. No entanto, devo ser mesmo um caso perdido, porque ainda assim não tenho paciência para corrigir a maior parte dos enganos, falhas de ritmo, etc. Diga-se de passagem que também ainda não li os manuais o suficiente para o poder fazer. Lá chegaremos, talvez... Por fim, acho uma certa piada aos erros, ou talvez seja uma desculpa de mau pagador.

terça-feira, julho 29, 2003

Porque sim.

Porquê este blog? Porque me apeteceu. Mas também porque achei que poderia servir para alguma coisa, ainda não sei bem o quê. Talvez divulgar as minhas estranhas andanças pelo mundo da música. Eu, que não sou músico nem penso vir a ser... E no entanto, graças às novas tecnologias, criei uma banda ou qualquer coisa do género... Enfim, é esquisito. Aos poucos explicarei o que se passa. Essa é talvez a principal função deste blogue.

Porquê este blogue?

Sim, porquê?

segunda-feira, julho 28, 2003

No princípio faltava o verbo

Não sei o que me deu na cabeça para começar este blogue. E não sei porque é que estou a escrever isto, não me lembro de nada para dizer.